EXPEDIÇÃO MONTE RORAIMA 2017 PARTE IV

FELIZ LUSITÂNIA

No primeiro dia 06/11/17, acordamos  cedinho e chegamos por volta de 9:00horas no Mercado-Ver-o Peso, que juntamente com o Forte do Presépio, forman o marco zero da cidade e são duas grandes atraçõoes turisticas. Ali estão concentradas as barracas com vendas de "simpatias" que fazem parte do misticismo paraense, frutas tropicais  e as comidas mais populares da sua culinária como o pato no tucpi, açaí, tacacá e maniçoba.  Circulamos pelo mercado do peixe onde pescados frescos como pirarucu, filhotes, tucunarés e diversos outros peixes amazônicos começam a chegar ainda na madrugada para serem comercializados. Andamos com cuidado pelo cais, sempre atentos aos nossos pertences pois o registro de roubo de máquinas fotográficas, celulares e carteiras é constante na area. Depois de fazer algumas fotos e tomar um suco de cupuaçu feito da fruta, caminhamos na direção da Praça Dom Frei Caetano Brandão até encontrar  a Igreja de Santo Alexandre, que abriga o Museu de Arte Sacra e a Catedral Metropolitana de Belém. A história da cidade passa por outros dois pontos emblemáticos que também visitamos na mesma praça. Trata-se do Forte do Presépio e da Casa das Onze Janelas. O Forte do Presépio foi construído pelos portugueses às margens da Bahia de Guajará onde se deu origem a cidade,  cuja função estratégica era proteger a província que na época era chamada de Feliz Lusitânia, contra os invasores. Hoje no local funciona o Museu do Encontro que reproduz a chegada da colonização portuguesa na Amazônia. Na parada seguinte, visitamos a Casa das Onze Janelas que no passado foi residência de um senhor de engenho e hoje abriga nos seus aposentos um centro cultural onde estão expostas obras de vários artistas brasileiros, entre eles Tarsila Amaral. Ali também funcionou o Boteco das Onze que foi considerado um dos melhores restaurantes da cidade mas hoje está fechado. No Píer da Casa das Onze Janelas, está ancorada a Corveta Solimões que foi transformada em museu e fica aberta a visitação pública. Na hora do almoço procuramos a Estação das Docas, que num projeto de revitalização  parecido com o Puerto Madero dos nossos hermanos de Buenos Aires, transformou uma área de armazéns abandonados num concorrido centro de entretenimento com vista para a Baía de Guajará. Vários restaurantes típicos oferecem as maravilhas da culinária paraense num ambiente limpo e agradável que contrasta com o popular Ver-o-Peso. Depois do almoço continuamos visitando as lojas que vendem artesanato e paramos para tomar um sorvete na tradicional Sorveteria Cairu que desde a década de 50 faz sucesso com os sorvetes de frutas amazônicas. O tour na Estação das Docas se completa com o por do sol e a visão iluminada tanto da estação quanto do entorno da Baía, que serve de aperitivo para um papo descontraído na cervejaria artesanal Amazon Beer onde é servido o inusitado chopp com sabor de bacuri. 

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Comentários recentes

06.04 | 14:19

Brigado Luiz. Dedicamos esta conquista a vocês!
Grande Abraço!

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06.04 | 11:20

Olá, pai e mãe. Muito orgulhoso pela aventura de vocês! Um grande abraço! Parabéns!

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24.02 | 14:51

Brigado ao grande amigo e Monteverdeano Alvaro pelos seus comentários!
Mario & Carmen.

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19.02 | 17:32

É contagiante mergulhar na narrativa e sentir a emoção de fazer parte dela... Parabéns amigos pelo desafio vencido... Desafio possível somente aos cortes...

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