EXPEDIÇÃO MONTE RORAIMA 2017 PARTE IV

AROMAS & SABORES - TACACÁ DA DONA MARIA

No segundo dia 07/11/17, reservamos uma parte da manhã para conhecer o Mangal das Garças onde uma pequena amostra da flora e da fauna amazônica se apresentam como protagonistas num espaço muito bem cuidado. Caminhamos por dentro de um grande viveiro repleto de aves amazônicas e de um imenso borboletário com várias espécimes. O parque possui uma área de 40.000 metros quadrados à beira do Rio Guamá, numa área verde por onde circulam livremente dezenas de garças e guarás. Também fazem parte do complexo o Farol de Belém que é um mirante de 47 m com uma bela vista da cidade, o Memorial Amazônico da Navegação, onde estão expostas antigas embarcações e equipamentos náuticos e o restaurante Manjar das Garças que apresenta um cardápio  variado servida em forma de bufê durante o almoço. O restaurante também abre para o jantar com ótimas opções a lá carte. Gostamos muito do local e já deixamos uma mesa reservada para o jantar. Seguimos para o Espaço São José Liberto que foi construído em 1749 pelos frades capuchinhos para funcionar como convento, sendo que depois funcionou como quartel, hospital  e cadeia pública. Hoje, transformado em centro cultural tornou-se uma referência e um dos principais pontos turísticos de Belém. Lá visitamos o Museu de Gemas do Pará, o Polo Joalheiro, a Casa do Artesão e o Jardim da Liberdade montado num agradável pátio interno típico das construções coloniais. No Museu de Gemas, um dos mais representativos do país,  existem cerca de quatro mil peças expostas entre ametistas, esmeraldas e granadas provenientes de várias regiões do Pará, de alguns Estados brasileiros e até de países latino-americanos. No Polo Joalheiro observamos o trabalho de ourives que durante as visitas permanecem em plena atividade. Na Casa do Artesão compramos algumas peças do artesanato local e a famosa cachaça de jambu que se diferencia das outras aguardentes pela sensação de dormência e formigamento que causa nos lábios, língua e céu da boca, o que proporciona uma experiência  bastante exótica. Seguimos para o centro da cidade onde visitamos o  Theatro da Paz cuja fundação data de 1878, período em que ocorreu um grande crescimento econômico na região amazônica impulsionado pelo período áureo do ciclo da borracha. A cidade de Belém, considerada na época a "Capital da Borracha" apesar muito próspera não possuía uma casa de espetáculos para receber as grandes companhias líricas que se apresentavam pela Europa. Para satisfazer os anseios dos "Barões da Borracha" como eram chamados os ricos produtores de latex, o governo mandou construir uma obra monumental inspirado no Teatro Scalla de Milão. Hoje o Teatro da Paz figura na lista do IPHAN como um dos mais importantes Teatros Monumento do Brasil. Na sequência visitamos a suntuosa Basílica de Nossa senhora de Nazaré onde a cada ano, no segundo domingo do mês de outubro é realizado o Círio de Nazaré, considerada a maior manifestação religiosa do Brasil e uma das maiores do mundo, chegando a reunir mais de dois milhões de pessoas que seguem em procissão pelas ruas da cidade até a Basilica. Essa manifestação foi declarada em 2013 pela UNESCO, como Patrimônio Cultural da Humanidade. Fechamos o dia na barraca da Dona Maria onde é vendido o mais famoso tacacá da cidade. O endereço fica na esquina da Avenida Nazaré com Quintino Bocaiúva, onde por 45 anos a Dona Maria do Carmo trabalhou até falecer aos 75 anos, deixando como legado a citação do seu nome nos principais guias turísticos e gastronômicos do Brasil e do mundo. Considerado um dos símbolos da gastronomia do Pará, o tacacá na verdade não é um prato e sim uma bebida afrodisíaca servida em uma cuia, herança dos povos europeus, africanos e indígenas. Hoje o negócio deixado por Dona Maria é administrado pelos seus filhos que dão continuidade a tradição. A noite fizemos um city tour pelas ruas de Belém que já estavam decoradas para o Natal e na companhia do casal de amigos Rubens e Andreia, fomos jantar no Restaurante Manjar das Garças um prato de Peixe Filhote ao molho de castanha do Pará, acompanhada da tradicional "cerpinha" uma cerveja fabricado em Belém há mais de 50 anos, que conquistou a preferência dos consumidores, mesmo antes do avanço das cervejas artesanais e até  hoje goza de grande reputação no mercado cervejeiro nacional.

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Comentários recentes

06.04 | 14:19

Brigado Luiz. Dedicamos esta conquista a vocês!
Grande Abraço!

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06.04 | 11:20

Olá, pai e mãe. Muito orgulhoso pela aventura de vocês! Um grande abraço! Parabéns!

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24.02 | 14:51

Brigado ao grande amigo e Monteverdeano Alvaro pelos seus comentários!
Mario & Carmen.

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19.02 | 17:32

É contagiante mergulhar na narrativa e sentir a emoção de fazer parte dela... Parabéns amigos pelo desafio vencido... Desafio possível somente aos cortes...

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