PARTIU CHAPADA & ROTA DAS EMOÇÕES!!!

VEJA O VIDEOCLIPE DA NOSSA EXPEDIÇÃO - PARTE I

VEJA O RELATO DA NOSSA EXPEDIÇÃO A CHAPADA DAS MESAS E A ROTA DAS EMOÇÕES JULHO 2016

Unir Chapada, Cerrado e Litoral em uma só expedição foi o que fizemos desta vez! Parodiando a música de Sá e Guarabira que diz "O sertão vai virar mar..." Demos adeus ao Jalapão e iniciamos uma nova rota de aproximadamente 4.500 km a partir de Ponte Alta do Tocantins que  incluia Palmas-TO e São Luis-MA, cidades que a Carmen ainda não conhecia. No roteiro passaríamos pela Chapada das Mesas, Lençóis Maranhenses e Jericoacoara até chegarmos em Fortaleza-CE, onde moramos. Saímos de Ponte Alta-TO, depois do café e seguimos pela Rodovia TO-050 em direção a Palmas. Passamos pelo aconchegante Distrito Serrano de Taquarussu que fica a 30 km da capital do Tocantins. Um lugar repleto de cachoeiras, paredões, grutas, córregos e mirantes, onde a Serra do Lageado proporciona condições bastante favoráveis para a pratica de rapel, tirolesa, trilhas a pé e de bike, dentre outras várias atividades ligadas ao ecoturismo. Não chegamos desta vez a desfrutar dos atrativos de Taquarussu mas pretendemos exprola-los em outra expedição. Continuamos na direção de Palmas onde chegamos por volta de 14:00 horas. A cidade foi fundada em 20 de maio de 1989 e por isso ostenta o título de Capital Mais Jovem do Brasil! 

ENCONTRO COM FAMILIARES

A nossa passagem por Palmas tinha o objetivo de reunir familiares em um encontro com nosso irmão Maurilho que ali reside. A nossa mãe Da. Carmélia e as minhas irmãs, Risalva, e Dalva, viajaram de avião partindo de Fortaleza. A minha irmã Lindalva juntamente com o seu marido Fabrizio viajaram conosco de carro. O nosso irmão Mauricio que reside em Brasília, por compromissos profissionais não pôde comparecer. O José Maria, já falecido, foi representado pela sua mulher Maria Assunção. A capital Palmas se destaca das demais por ser a primeira em IDH entre os municípios da Região Norte do Brasil. Lá tivemos a oportunidade de visitar a Feira da 304-Sul, que acontece em dois dias da semana,  terças e sextas a partir das 17h. Além de frutas e verduras, os feirantes comercializam as mais variadas especiarias do estado.

PRAÇA DOS GIRASSÓIS

O Parque Cesamar que dispõe de trilhas para cooper e caminhadas, equipamentos para a prática de esportes, casa de cultura, etc, é um um excelente espaço de convivência. A Praça dos Girassóis com os seus 570.000m2 é a segunda maior do mundo! Lá está localizado o Palácio Araguia, sede do Governo e várias outras obras como o Cruzeiro, uma cruz esculpida em Pau-Brasil que foi o primeiro Monumento Histórico erguido na cidade. Merecem destaque o Monumento "Os Dezoito do Forte de Copacabana" e o Memorial da Coluna Prestes em homenagem a sua passagem pela região. Para quem gosta de praia, palmas oferece duas boas opções que merecem ser visitadas.

POR DO SOL NA PRAIA DA GRACIOSA

A Hidrelétrica do Lajeado, deu origem a um imenso lago de 630km2 que ficou conhecido como "O Mar do Tocantins" e dali surgiram várias praias nas suas margens. Conhecemos duas. A Graciosa de melhor infraestrutura, onde o por do sol é bastante concorrido e a Prata que dispõe de várias barracas com bares e restaurantes onde os clientes são atendidos em cadeiras e mesas que ficam dentro da água. As duas são excelentes para a prática de esportes náuticos. Fizemos um passeio de catamarã pelo lago onde observamos a Ponte da Amizade e Integração Nacional, um dos símbolos da cidade e depois ancoramos na Ilha das Cobras e na Ilha Canela. Fizemos a nossa confraternização a bordo do catamarã com um belo churrasco e no final da tarde voltamos ao píer da Praia da Graciosa, curtindo o por do sol. Este "mimo" nos foi oferecido pelo meu irmão Maurilho, pelos seus filhos Carlos Eduardo e Maurilho Ricardo, juntamente com as suas esposas Danielle e Mariana, respectivamente.

CHEGANDO NA CHAPADA DAS MESAS

Nos despedimos dos familiares e seguimos viagem rumo ao Parque Nacional da Chapada das Mesas que fica no Município de Carolina-MA. Para ter acesso a cidade, tivemos que atravessar o Rio Tocantins de balsa a partir da cidade de Filadélfia-TO, que neste ponto faz divisa com o Maranhão. Este transporte é monopólio da empresa PIPES que pertence ao polêmico Sr. Pedro Iran do Espírito Santo, conhecido como "O REI DO TOCANTIS" . O Sr. PIPES como também é conhecido é na verdade um visionário de origem humilde, filho de agricultores de Filadélfia que tornou-se milionário transportando em balsas veículos, máquinas e todo tipo de carga pelos rios do Pará, Maranhão e Tocantins. Hoje quem vê aquele homen simples, circulando pela cidade de bermuda e chinelo ou mesmo embarcando em um dos seus helicópteros, não imagina estar diante de um dos homens mais ricos do Maranhão. O grande "feeling" desse senhor foi sacar que o governo construía as estradas mas não construía as pontes! Então ele passou a investir na construção de balsas para fazer a travessia dos rios. Resultado! As estradas sem ponte que são um tormento para muitos caminhoneiros por omissão do poder público, fizeram crescer a sua fortuna! De olho no imenso potências turístico da Chapada das Mesas, ele já começou a mudar o foco dos seus negócios e hoje investe pesado no ecoturismo, sendo proprietário do Complexo Pedra Caída onde passamos um dia. Neste complexo o Sr. Pedro investiu mais de 20 milhões de reais na construção de um ecoresort que será transformado em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Fizemos este pequeno relato sobre a trajetória do Sr. PIPES, que também não conhecíamos, para mostrar um pouco  os contrastes e curiosidades desse imenso Brasil. Em Carolina nos hospedamos na pousada dos Candeeiros. Esta pousada é bastante aconchegante, fica no centro histórico e foi montada em um bonito e bem preservado casarão do século XIX.

CACHOEIRA DO SANTUÁRIO

Como dispúnhamos de um só dia, procuramos a Agência Torre da Lua que elaborou o nosso roteiro e designou o guia Robson para nos acompanhar. A maior parte da nossa programação foi desenvolvida no Complexo Turístico Pedra Caída que funciona em uma área de 12.600 hectares a 36 km do centro de Carolina. No complexo existem mais de vinte cachoeiras, trilhas e a segunda maior tirolesa da América do Sul. Para chegar até os atrativos existem passarelas e pontes de madeira, uma ponte pênsil e até um teleférico. Visitamos a Cachoeira do Santuário com 46 metros de altura, cujo acesso é feito no meio de um cânion com água até a cintura. A cachoeira fica escondida pela vegetação e pelos enormes paredões do cânion e a sua queda além de produzir um forte barulho, forma uma densa nuvem de água que impulsionada pelo vento se espalha pelo ar o tempo todo. Um dos mais belos visuais que a natureza pode nos proporcionar. Só vendo para acreditar! O poço que se forma na base da cachoeira têm uma profundidade média de 1,5m. Esta é a principal cachoeira do complexo e uma das mais bonitas que já vimos. 

CACHOEIRAS DA CAVERNA E DO CAPELÃO

As Cachoeiras da Caverna e do Capelão, cada uma com a sua beleza também fizeram parte do nosso roteiro. O trajeto até elas é feito passando por trilhas, passarelas de madeira e caminhando pelo curso de um riacho com água na canela. A Cachoeira do Capelão recebeu este nome por conta de um casal de macacos capelão que vive nas proximidades. Já a Cachoeira da Caverna foi assim batizada por conta do seu aceso que é feito por uma espécie de túnel natural que lembra uma pequena caverna. Finalizando o dia no Complexo da Pedra Caída, fizemos uma pequena trilha até a ponte pênsil, conhecida como ponte do Pedro que dá acesso ao Mirante do Santuário. 

PORTAL DA CHAPADA DAS MESAS

Seguimos para o Portal da Chapada de onde, ,além do por do sol, se tem uma deslumbrante vista panorâmica  da chapada. Lugar ótimo para fotos! O portal é uma formação natural, cuja ação do vento e da chuva, esculpiram na rocha de arenito uma fenda no formato do estado do Tocantins. O nosso carro ficou estacionado em um recuo às margens da Rodovia BR 230 e para chegar até o mirante, fizemos uma caminhada por uma trilha de areia solta como se estivéssemos subindo em um duna. Cansa um pouco mas o visual compensa o esforço. Retornamos para a pousada quando já era noite, sabendo que diversos outros pontos interessantes não foram visitados mas para o tempo que dispúnhamos, conhecemos os que consideramos principais. Um dia voltaremos! Continuamos a nossa expedição! 

CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUIS-MA

Pernoitamos na cidade de Imperatriz-MA e no dia seguinte chegamos em São Luis-MA. Uma volta ao passado! Foi isso que sentimos ao caminhar pelo Centro Histórico da Ilha do Amor, como São Luís também é carinhosamente chamada. No Centro Histórico o Casario Colonial do século XVIII tombado pela UNESCO, ainda ostenta em suas fachadas os famosos azulejos portugueses que além da função estética, ajudam a amenizar o calor no interior das construções ao refletir a luz do sol. Há também alguns exemplares franceses, belgas, alemães e ingleses. Vimos através de visita guiada no Museu Casa do Maranhão um grande acervo que conta a história as tradições e as artes maranhenses. Além do passeio visual, também nos deparamos com um passeio sonoro embalado pelo reggae maranhense, tambor de crioula e bumba-meu-boi. Uma viagem pela história!

PALÁCIO DOS LEÕES E UM POUCO DA SUA HISTÓRIA

Não menos importante que o casario histórico é o Palácio do Leões. Erguido pelos franceses em 1612, serviu inicialmente como forte, foi palácio de governantes e hoje é a sede do Governo Estadual. O seu interior é repleto de relíquias históricas do Maranhão, com peças que remontam há mais de duzentos anos. Uma curiosidade! São Luís é a única cidade do Brasil fundada por franceses. Este fato teve origem na tentativa fracassado dos franceses em criar no nosso continente a França Equinocial, em torno da Linha do Equador que era no passado denominada Linha Equinocial. Saímos das antigas ruas de pedra do Centro Histórico e fomos conhecer a parte nova da cidade onde estão os prédios mais modernos, shopping centers e bons restaurantes onde são servidos pratos típicos como o famoso arroz de cuxá. A Lagoa da Jansen totalmente urbanizada abriga em seu entorno vários barzinhos charmosos.

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR

Na companhia do Amigo Manoel Soares e da sua esposa Luciana, fizemos um city tour pela orla e fomos até o município de São José de Ribamar, o santo padroeiro do Maranhão. No mês de setembro, ocorre no município o tradicional festejo em homenagem ao santo que chega a reunir cerca de 500 mil devotos. A cidade também é famosa por servir o Peixe Pedra frito com vinagrete e limão. Um prato simples e bem tradicional encontrado nos bares e restaurantes que ficam próximos do cais, com vista para a Baía de São José. Uma delicia! Já era noite quando finalizamos a nossa passagem por São José de Ribamar e consequentemente São Luís.

ROTA DAS EMOÇÕES - LENÇÓIS MARANHENSES, DELTA DO PARNAÍBA E PARQUE NACIONAL DE JERICOACOARA

Na manhã seguinte, pé na estrada para mais uma etapa da nossa aventura. Agora o destino é a Rota das Emoções! Para quem não sabe, a Rota das Emoções surgiu da ideia de juntar os atrativos naturais do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses(MA) a Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaiba(PI) e o Parque Nacional de Jericoacoara (CE)  numa tripla dose de emoções em boa parte off road! Do lado maranhense, começamos pelo remoto município de Santo Amaro também chamado de "Paraíso Escondido dos Lençóis" embora muitas pessoas prefiram começar a rota por Barreirinhas, por ser mais bem estruturada ou talvez por falta de informação sobre Santo Amaro, onde estão as lagoas e as dunas mais bonitas do lençóis.

CONHECENDO OS LENÇÓIS - SANTO AMARO-MA

Para chegar a cidade a partir do povoado de Sangue, que faz entroncamento com a MA-402, seguimos por uma estrada de terra que está sendo pavimentada mas em alguns trechos ainda é um imenso areião  só percorrido em veículos 4x4. Próximo da cidade, o Rio Alegre que não possui ponte, também é um obstáculo natural para carros com pouca altura e sem tração nas quatro rodas. Visitamos Santo Amaro no mês de julho, época considerada ideal para desfrutar das lagoas azuis formadas pela chuva. Havendo um bom inverno, de maio a agosto as chuvas já passaram e as lagoas estão com muita água. 

DE CARRO PELAS DUNAS DOS GRANDES LENÇÓIS

Contratamos um guia bastante experiente chamado Coiote,  para nos acompanhar durante os dois dias que passamos em Santo Amaro. Este cuidado é obrigatório pois as dunas são móveis e chance de acidente é muito grande. Basta dizer que estamos diante dos Grandes Lençóis Maranhenses, uma sinuosa cadeia de dunas, algumas com 40 metros de altura, espalhadas por uma área de 1.550km2, considerado o maior campo de dunas da América do Sul. Na nossa 4x4 "casca grossa" conhecemos a Lagoa da Gaivota e a Lagoa das Andorinhas, onde os “toyoteiros” chegam com os turistas levados das pousadas através dos passeios contratados nas agências de Santo Amaro ou vindos de Barreirinhas. Subimos e descemos dunas por lugares escondidos onde quase ninguém vai, sempre orientado pelo nosso guia que nos indicava com precisão o melhor caminho a seguir. Nas partes baixas das dunas, existe uma espécie de areia movediça que exige muito do carro e do motorista. Se não for "macaco velho" atola feio! 

POR DO SOL NOS GRANDES LENÇÓIS - SANTO AMARO

Conhecemos a Lagoa Esmeraldas, Lagoa da Pedra, Lagoa das Cabras, Espigão e várias outras que não recordamos mais o nome. São dezenas delas espalhadas pela imensidão das dunas! Na distante e isolada comunidade Betânia, onde se chega transpondo imensas dunas, riachos e trilhas estreitas pela mata, encontramos o restaurante do Seu Calixto que adaptou a sua casa para atender os turistas que chegam em busca de uma boa comida caseira, com direito a um cochilo nas redes que ficam armadas no quintal debaixo de frondosos cajueiros. Finalizamos o dia no alto das dunas curtindo o por do sol.

BOIA CROSS NO RIO FORMIGA

No nosso terceiro dia pelos Lençóis, seguimos para a Cidade de  Barreirinhas e no caminho paramos no Povoado Cardosa para fazer a flutuação do Rio Formiga, também chamado de boia cross, uma “versão cabocla” da Correnteza Encantada do Beach Park! Descemos em bóias flutuando pelas águas calmas e transparentes do Rio Formiga por aproximadamente uma hora, contemplando uma mata ciliar exuberante formada por Buritis, juçaras e muitas outras espécies nativas. Foi o momento de relaxar um pouco depois de dois dias de fortes emoções pelas dunas dos Grandes Lençóis. No final do passeio almoçamos em uma cabana de palha na margem do rio. Tudo muito simples. Seguimos viagem e chegamos em Barreirinhas por volta de 16:00 horas.

DE VOADEIRA PELO RIO PREGUIÇAS

Ficamos hospedado no Hotel Toca do Aventureiro na margem do Rio Preguiças. Fizemos a nossa programação  para o dia seguinte e pelo delivery, solicitamos uma pizza pois tínhamos que acordar cedo para o passeio de um dia inteiro pelo Rio Preguiças que tínhamos acabado de programar com um guia que encontramos na entrada da cidade.Depois do café da manhã, a lancha voadeira nos pegou no atracadouro do hotel e fez o mesmo com outros turistas até completar a sua lotação. Seguimos rio abaixo passando por um canal artificial que foi aberto pelos próprios ribeirinhos com a finalidade de diminuir a distância de Barreirinhas até a península de Caburé. Vez por outra o piloto da voadeira para e dá algumas explicações sobre o ecossistema do rio. Não existe uma informação precisa sobre a origem do nome do Rio Preguiças, alguns falam que foi a pela presença do bicho preguiça que habitava em abundância as matas próximas ao rio. Outros falam que é por conta das suas águas mansas e tranquilas que correm preguiçosamente em direção à foz. Não existe um consenso. 

FAROL DE MANDACARU E CABURÉ

Continuamos avistando um manguezal exuberante, até chegarmos ao pequeno povoado ribeirinho de Vassouras onde fizemos a nossa primeira parada. O povoado fica no sopé de uma duna dos Pequenos Lençois, onde existem algumas barracas com venda de artesanato, comidas e bebidas. No local existem muitos macacos-prego nas árvores ou circulando no meio das pessoas, esperando serem presenteados com um pedaços de banana, cujas porções são vendidas aos turistas no local. Algumas pessoas fazem compras e outras se divertem observando os bichos disputando entre si os alimentos oferecidos pelos visitantes. Alguns mais espertos, chegam a “roubar” comida dos turistas menos avisados. Na segunda parada desembarcamos no povoado Mandacarú e desta vez a proposta foi subir no farol de 35 metros de altura de onde se têm uma visão de 360 graus, até onde a vista alcança! Quando juntam muitas embarcações, forma uma longa fila e a visita fica demorada pois a subida é limitada a duas pessoas por vez. Voltando para a voadeira experimentamos as caipirinhas vendidas no trapiche de ancoragem, que são preparadas com cachaça e frutas da região. Fizemos a terceira parada no povoado de Caburé, que fica próximo à foz do Rio Preguiças. Ali existe a opção de tomar banho no mar ou no rio, almoçar em uma das várias barracas existentes ou tirar um cochilo nas redes de tucum, até chegar a hora de embarcar nas voadeiras e retornar rio acima para Barreirinhas. Fizemos tudo que o passeio nos dava direito. No retorno a nossa voadeira teve um problema mecânico e tivemos que ser rebocados.

PEQUENOS LENÇÓIS E ATINS

Chegamos  no hotel com o sol se pondo. Entramos em contato com o nosso guia que agendou a nossa programação do dia seguinte por uma agência pois preferimos dar um descanso para o nosso carro. Circulamos um pouco pela cidade e paramos em um restaurante na margem do rio para jantar. Cedo já estávamos a bordo de um veículo 4x4 que nos levaria com um grupo de mais cinco pessoas até o Povoado de Atins. Primeiro atravessamos o Rio Preguiças em uma balsa, depois acessamos as trilhas que adentram pequenos vilarejos isolados no meio da natureza ainda preservada. Pela mata fechada, rompemos trechos de areia solta e áreas alagadas com muito solavanco até chegarmos na "morraria" nome dado as dunas pelos antigos moradores caiçaras. Seguimos viagem agora pelos Pequenos  Lençois  com uma paisagem semelhante a que observamos em Santo Amaro. Só que em tamanho menor! 

CAMARÃO GRELHADO EM CANTO DE ATINS

Paramos para tomar banho em algumas lagoas e chegamos na pequena Vila de Atins, onde fica a foz do Rio Preguiças. Atins é uma simpática vila de pescadores por onde se passa antes de chegar a praia e ao Canto de Atins, um lugar entre o mar e as dunas onde estão os Restaurantes da Luíza e do Antônio, famosos por servir um delicioso camarão grelhado onde o segredo do seu tempero é guardado a sete chaves! Curtimos as praias desertas do Canto de Atins, passamos no restaurante do seu Antônio, encomendamos o nosso camarão e fomos tomar banho na Lagoa Verde, uma  das várias lagoas incríveis que encontramos pelo caminho. Depois de um delicioso banho, voltamos para Canto de Atins onde fizemos a nossa refeição.

POR DO SOL NA VOLTA PARA BARREIRINHAS

Descansamos um pouco e retornamos para Barreirinhas com várias paradas para contemplar o por do sol do alto das dunas. Devido ao intenso movimento na travessia do Rio Preguiças, só chegamos no hotel por volta de 19:00 horas. Depois de um dia puxado,  fomos dormir cedo e na manhã seguinte seguimos para Tutoia-MA. De lá são organizador passeios de um dia para conhecer o Delta do Parnaiba. Esses mesmos passeios também partem do Porto dos Tatus em Parnaiba-PI e seguem basicamente o mesmo roteiro, passando por dunas, mangues, ilhas e Igarapés debaixo de muito sol e diante de um cenário paradisíaco para contemplar, com direito a uma caranguejada a bordo. O Delta do Parnaíba se forma em mar aberto, fenômeno que só ocorre em mais dois lugares no mundo. No Rio Nilo, Continente Africano e em Me Kong, no Vietnã. O Delta é formado por um Arquipélago com mais de 70 ilhas, sendo a Ilha do Caju e a Ilha das Canárias as mais conhecidas. Navegar pelo delta exige muita experiência dos pilotos, devido a grande quantidade de Igarapés e bancos de areia. A história da descoberta do Delta, remonta ao Século XVI quando no ano de 1571, o Explorador Nicolau de de Resende que navegava pelo litoral nordestino, sofreu um acidente na sua desembocadura e a grande quantidade de ouro que ele trazia em sua caravela foi totalmente perdida. Dizem os historiadores que na esperança de recuperar a sua preciosa carga, ele ainda permaneceu por mais dezesseis anos pela região mas nunca conseguiu encontrar o tesouro que ficou para sempre submerso. Em compensação, descobriu o Delta das Américas, como também é conhecido o Delta do Parnaíba, que a partir dali passou a ser explorado por outros navegadores, dando início ao transporte por via fluvial e marítima na região. Tivemos uma experiência parecida quando fizemos o nosso passeio pelo Delta. O piloto da nossa lancha que estava sendo treinado, encalhou em um banco de areia e não conseguiu mais sair. A solução era esperar a maré subir! Depois nos deram outra opção. Desembarcar em uma canoa, seguir de carroça puxada a boi pelo matagal, até encontrar um ônibus que nos levaria de volta ao Porto dos Tatus. Fizemos assim e o passeio terminou sendo uma aventura bastante divertida. Como já havíamos feito o passeio do Delta em outra ocasião, fomos contemplar o rio e aproveitamos para comprar o famoso Camarão Marinho de Tutoia que ainda pode ser encontrado com alguma facilidade na cidade a preço bastante compensador. Para variar almoçamos camarão e seguimos para a Praia de Barra Grande-PI.

BARRA GRANDE E JERICOACOARA

Sossego e natureza, essa é a ordem! Foi assim que desfrutamos de Barra Grande-PI, um pequeno paraíso que fica no Município de Cajueiro da Praia. Ficamos hospedamos no Hotel Torre de Chocolate cujo proprietário, um belga há algum tempo radicado no litoral piauiense, confessou a sua "inveja" quando contamos pra ele sobre o nosso projeto de Percorrer a América do Sul de carro. Eu também fiquei com inveja dele! Penso no futuro me dedicar a uma pequena pousada na praia! Além do belo cenário, bares, pousadas e restaurantes aconchegantes a praia é muito procurada pelos praticantes de Kitesurfe. A nossa expedição estava quase no final! Para fechar a Rota das Emoções, que já foi eleita pela imprensa especializada como um dos melhores Destinos Turísticos do Brasil, só faltava o Parque Nacional de Jericoacoara. Como já fomos muitas vezes a Jeri , chegando no vilarejo por todos os caminhos possíveis, podemos dizer que conhecemos praticamente todas as suas atrações. A vantagem de residirmos em Fortaleza, facilitou está "difícil" tarefa. Desta vez aproveitamos a visita para curtir o por do sol do alto da duna e aproveitar um pouco da noite deste charmoso paraíso, desta vez na na companhia do nosso filho Luiz Bruno e da sua mulher Ivy. Durante o dia acampamos na Lagoa Azul e na Praia do Preá, fazendo churrasco, enquanto o Luiz Bruno aproveitava o vento perfeito para velejar de kitesurfe, em um dos melhores circuitos do Brasil. Assim, voltamos para Fortaleza e finalizamos mais uma etapa do nosso Projeto Extremos da América do Sul, a fim de nos prepararmos para a nossa próxima expedição em janeiro/fevereiro/março de 2017, pelo Peru, Equador, Colômbia, Chile, Argentina e Paraguai

VEJA O VIDEOCLIPE DA NOSSA EXPEDIÇÃO - PARTE II
Um grande abraço!!!
Mario & Carmen

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Ricardo de Lima Firmino | Responder 21.11.2016 09.39

Caba bom! Um dia seguirei essas rotas!!!

Mario & Carmen 21.11.2016 15.48

Valeu Ricardo. Se precisar de companhia tamo junto!!!

Gerardo Fragoso | Responder 20.11.2016 12.33

Tu é danado em, admiro muito essa disposição de vocês de correr mundo conhecendo lugares lindos do nosso brasil, vão em frente e boas viagens.
Gerardo.

Mario & Carmen 21.11.2016 15.48

Brigado Gerardo. Qualquer dia vamos te fazer uma visita aí nas Flecheiras.

wiliams milodon | Responder 17.11.2016 16.47

Maravilha amigos!!! As aventuras não podem parar!!! Hoje estamos fazendo o circuito histórico de Minas, Mandem notícias ! Gostei muito do site.Abs

mario & Carmen 18.11.2016 07.09

Beleza Williams. Vamos nos falando!!!

Luiz Bruno Pereira Lima | Responder 17.11.2016 14.32

Como diz a vó Carmélia, está muito bem preparado. Parabéns, pai e mãe! Muito orgulho de vocês. Queria poder participar mais destas aventuras! Em maio temos uma!

Mario & Carmen 18.11.2016 07.08

Beleza Luiz Bruno e Ivy. Tamo junto!!!

Raquel Bezerra | Responder 17.11.2016 10.16

Uma delícia viajar com vocês!!! Quando eu crescer quero ser assim, aventureira! Hehehehehe

Mario & Carmen 17.11.2016 10.59

Olá Raquel e Ignácio. O Ignácio já possui a "veia" aventureira. Basta você segui-lo! Buen Camino!

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Comentários recentes

21.11 | 15:48

Valeu Ricardo. Se precisar de companhia tamo junto!!!

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21.11 | 15:48

Brigado Gerardo. Qualquer dia vamos te fazer uma visita aí nas Flecheiras.

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21.11 | 09:39

Caba bom! Um dia seguirei essas rotas!!!

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20.11 | 12:33

Tu é danado em, admiro muito essa disposição de vocês de correr mundo conhecendo lugares lindos do nosso brasil, vão em frente e boas viagens.
Gerardo.

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